A iniciativa, subordinada ao tema -“O corpo na pintura renascentista”, promoveu a participação ativa de alunos com deficiência, incentivando simultaneamente a inclusão, a interdisciplinaridade e a articulação entre ciclos. Reconhecendo o potencial do objeto artístico, enquanto veículo para a inclusão e para a motivação das aprendizagens, o projeto é dinamizado pelo grupo de Educação Especial, em parceria com docentes do 1.º ciclo (PTT 1ºB, 2º A/D, 3º C e 4ºA), um professor de História do ensino secundário, uma professora bibliotecária e terapeutas, numa lógica colaborativa e multidisciplinar. Desenvolveu-se ao longo de várias sessões e contou com momentos de sensibilização em torno da temática, reflexões sobre a diferença e a diversidade, oficinas de expressão artística, jogos cinestésicos, bem como, atividades de desenho e pintura. Um dos pontos altos foi a encenação de uma “obra viva” inspirada nas criações do pintor renascentista Sandro Botticelli, proporcionando aos alunos uma experiência imersiva e criativa.
O projeto culminou com a realização de duas exposições,
abertas à comunidade educativa e local, onde foram apresentados os trabalhos
desenvolvidos ao longo do ano letivo: a primeira decorreu no SIMPS, em Porto
Salvo, no dia 22 de maio, integrada na programação das atividades do Dia do
Agrupamento; a segunda esteve patente na EB1 de Porto Salvo, durante o mês de
junho.
Estas mostras constituíram um importante momento de
valorização do percurso realizado pelos alunos, dando visibilidade às suas
aprendizagens, aos seus talentos e ao compromisso da escola com uma educação
verdadeiramente inclusiva. Um dos aspetos mais enriquecedores desta iniciativa
foi o facto de os próprios alunos assumirem o papel de guias da exposição,
conduzindo familiares, colegas, professores e restantes visitantes numa visita
comentada. Com entusiasmo e orgulho, apresentaram as diferentes etapas do projeto,
explicaram as técnicas utilizadas, partilharam as inspirações artísticas e
deram a conhecer o significado das obras produzidas.
Esta experiência permitiu reforçar a autonomia, a autoestima
e as competências de comunicação dos alunos, evidenciando que a arte é uma
poderosa ferramenta de inclusão, expressão e participação, capaz de aproximar a
escola da comunidade e de valorizar o potencial de cada criança.










